| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Elaeniinae |
| Cabanis & Heine, 1860 | |
| Espécie: | S. suiriri |
O suiriri-cinzento é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.
O Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos atualmente considera duas espécies do gênero Suiriri. A primeira é o suiriri-cinzento (Suiriri suiriri), que é dividido em três subespécies (Piacentini et al., 2015): S. suiriri suiriri, também conhecido como suiriri-do-sul, que ocorre no oeste e sul do país, o suiriri-do-nordeste, S. s. bahiae, que ocorre no nordeste brasileiro, restrito ao bioma caatinga e o S. s. burmeisteri que ocupa uma faixa central do território nacional. Este último difere por apresentar o uropígio (base superior da cauda) amarelado, enquanto que esta região é cinza no primeiro. A outra espécie é o suiriri-da-chapada (Suiriri affinis), restrito ao Cerrado do planalto central, com coloração mais próxima à do S. suiriri burmeisteri, pois a base da cauda é amarelada, apresenta bico menor e a ponta da cauda clara.
Seu nome científico significa: do (guarani) suiriri = nome ameríndio guarani para duas espécies de papa-moscas, ave quieta. ⇒ Suiriri ou ave quieta.
Mede entre 15 e 26 centímetros de comprimento e pesa entre 11,5 e 16 gramas para a subespécie nominal e entre 18,5 e 21 gramas para a subespécie burmeisteri, a maior das subespécies reconhecidas.
Suas asas e caudas são negras, a parte de cima é cinzenta, já a de baixo é cinzenta-clara, tem barriga branca. As coberteiras superiores das asas e terciárias com largas bordas são esbranquiçadas e, a ponta da cauda e barba externa da retriz exterior pardo-clara. Quando jovem o lado superior é salpicado de branco.
Apresenta as seguintes manifestações sonoras: sua voz é forte e rouca: “bä-ä”, “wétetete”; seu gorjear de madrugada, lembra o canto de uma andorinha.
Possui três subespécies reconhecidas:
Kirwan et al. (2014); Piacentini et al. (2015).
O ninho é em forma de cesto raso, sendo construído com fibras vegetais e forrado por painas, sendo todas essas camadas firmemente unidas por grande quantidade de teia de aranha. O seu exterior é ornamentado com liquens e fragmentos de folhas secas. O ninho é apoiado pela base e laterais entre dois ou mais ramos divergentes.
A construção dos ninhos é exclusividade das fêmeas. Os ovos são branco-perolados. Os filhotes apresentam a cabeça, superfície dorsal e coberteiras das asas marcadas por abundantes e diminutas manchas brancas. A incubação é realizada exclusivamente pelas fêmeas, sendo estimada em 15,2 dias. Já os filhotes permanecem no ninho por 18,9 e 18,3 dias. Algumas evidências sugerem que apresenta alguma forma de reprodução cooperativa.
bando
Costuma viver no cerrado e no espinhal. Pousa geralmente ereto. O seu nervosismo é denunciado por movimentos bruscos de asas, do pássaro pousado. Gosta de tomar banho de chuva ou na folhagem molhada. Tem o costume de dormir em grupos ou em buscar um lugar mais abrigado para passar a noite. Apresenta comportamento agressivo.
Trata-se de uma ave solitária, as vezes vista aos pares. Seus hábitos lembram muito os dos siriris do gênero Tyrannus, pois passa a maior parte do tempo imóvel, empoleirada em galhos sem folhas de árvores altas, de onde voa para capturar insetos alados e depois retorna ao poleiro.
Não se aproxima muito de áreas urbanas, mas pode ser encontrado na zona rural próximo às habitações. Raramente é uma espécie abundante, o que é um pouco estranho se pensarmos que não é muito exigente quanto ao hábitat, sendo encontrada em vários tipos de formações vegetais abertas.
Há um estudo que cita uma redução na população de suiriris-cinzentos após queimadas numa região de cerrado. Este estudo associa este resultado à perda das árvores que esta ave usa como poleiro após as queimadas.
É encontrada na Argentina, Uruguai e em algumas partes do Brasil como, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.
Provavelmente migratório, mas suas rotas e trajetos de migração ainda não foram investigados.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: